Por que te amo

“POR QUE TE AMO, OH, MARIA!”

SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS

DOUTORA DA IGREJA

Maria, Filha de Sion, na Economia da Salvação foi escolhida por Deus para ser a Mãe do Altíssimo Filho de Deus. Graça essa a ela reservada “Não tenhas medo, Maria! Encontraste graça junto a Deus” (Lc 1,30).

Maria, mãe de Jesus Cristo, no seu itinerário humano, esteve sempre junto ao Salvador da Humanidade. Desde a Anunciação até o Calvário Maria Santíssima acompanhou o Filho Unigênito de Deus.

Maria, mãe que esteve junto a Cruz, e, acompanhada de São João Evangelista viveu seus últimos dias da terra ao lado do Apóstolo e Evangelista. Naquele momento, o Apóstolo a acolheu em sua casa: “Depois disse ao discípulo: ’Eis a tua mãe’” (Jo 19, 27). Maria Santíssima acolheu no seu ventre o Salvador e nós a acolhemos em nossa casa a Mãe de Deus.

Maria, Bem-aventurada em todas as gerações (cf Lc 1, 48). Assim o Evangelista São Lucas a apresenta: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre” (Lc 1, 42). Nenhuma outra criatura foi por Deus exaltada. Recebeu o carinho de Deus, para que ela portasse em seu ventre o próprio Filho de Deus.

Maria, no III Concílio Ecumênico, na cidade de Éfeso, realizado em 431, é apresentada como Mãe e Virgem (DS 251).  Mãe de Jesus na carne e mãe de Cristo sob a graça do Espírito Santo.  Portanto, Mãe do Filho de Deus e Mãe de Deus.

Maria foi enaltecida por muitos santos e santas.  São Bernardo de Claraval (1090-1153) a chamou de Nossa Senhora e São Domingos de Gusmão (1170-1221) a presenteou na Recitação do Rosário.

Maria foi enaltecida pelos santos do século XIX, a exemplo de Santa Teresinha do Menino Jesus (1873-1897). Proclamada Doutora da Igreja em 19 de outubro de 1997 pelo Papa São João Paulo II. Em maio de 1897, quatro meses antes da sua morte, compõe 25 estrofes de um Poema intitulado “Por que te amo, oh, Maria!” Um relacionamento amoroso, simples, confiante, filial e de completo abandono. Dizia Santa Teresinha, diante da aridez na Recitação do Rosário, que valia meditar e rezar um Pai-nosso e uma saudação angélica de modo confiante a rezar 10 ave-marias sem devoção.

Impressiona-me do poema de Santa Teresinha a estrofe 8, quando ela diz: “Oh! Como amo, Maria teu eloquente silêncio”.  Assim como Maria Santíssima que reservava tudo no coração e ao mesmo tempo silenciosamente cooperava com o Altíssimo Deus no Plano da Salvação, assim também Santa Teresinha no silêncio do claustro e da vida contemplativa que escolheu, reservava para si a humanidade inteira e principalmente os padres em missão.

Na estrofe 17 lemos: “É pela via comum, incomparável Mãe, que te apraz caminhar para os guiar aos Céus”. A Santidade vem de Deus. Ele nos convida a santidade no cotidiano da vida. Jesus Cristo é o Caminho que nos conduz pela Verdade a Vida.  Esta, portanto, é a via, que aparentemente comum, nos encaminha ao transcendente.  Inserida no mundo e vivendo no Carmelo Santa Teresinha buscou sempre viver a vida perfeita indicada pelo Salvador.

Enfaticamente, na estrofe 25 lemos: “Eis que o dia já declina!” aponta viver plenamente de Deus. Viver desta forma no completo abandono confiando sempre. Maria Santíssima entregou-se amabilissimamente nas mãos de Deus e Santa Teresinha do Menino Jesus entendeu esse projeto do Altíssimo, e nos seus 24 anos de vida, procurou intensamente a via da Santidade.

Portanto, o silêncio operoso vivenciado diariamente no cotidiano no Carmelo e esperando confiante em Deus o ocaso da vida foi o belíssimo Programa de Vida de Santa Teresinha do menino Jesus apresentado no poema: “Por que te amo, oh, Maria”.

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